Educação, dignidade e liberdade

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Nós, educadores cristãos, devemos nos associar ao tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1)

Nossas crianças e adolescentes, muitas vezes, pensam que são livres quando na verdade, são alienados pela propaganda, pela pressão de grupos, por condicionamentos não identificados.

Liberdade não é fazer o que se quer. Fazer escolhas é fundamental para o ser humano.

Deus ao nos conceber como seres humanos, nos concedeu o direito ao livre arbítrio e, portanto diferentes de um robô tecnologicamente avançado.

Os valores que estão sendo apresentados à juventude, em alguns casos, são no mínimo, equivocados, carregados de uma ganância por dinheiro, luxuria e prazeres escusos. Os jovens não desenvolvem espírito crítico, sendo levados por esta corrente negativa.

Precisamos prepara-los para algo melhor, mais seguro para que percebam o amor que Deus dedica a cada pessoa e a possibilidade de sermos, todos juntos, uma grande família que se ama, que se apoia e se respeita mutuamente.

O tráfico humano, a privação da liberdade é, certamente, fruto da cultura em que vivemos. A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis ao grito do outro, faz-nos viver como se fôssemos bolhas de sabão: bonitas, mas não são nada, pura ilusão do fútil, do provisório.

Esta cultura do bem-estar leva-nos à indiferença a respeito dos outros. As crianças e os adolescentes precisam conhecer seu próprio valor como obras especiais dentro da criação. É a partir dessa valorização que irão compreender o valor do outro, qualquer que seja a sua condição.

O que nos diz a Bíblia: o amor ao próximo e a prática da justiça e a solidariedade são exigências repetidas constantemente. O apóstolo Paulo entende bem essa solidariedade capaz de transformar o mundo.

Ele diz: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar para que possais distinguir o que é vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.”

O trabalho é árduo e deve ser perseverante, e precisamos nos jogar de corpo e alma neste objetivo, semeando amor e buscando colheitas fartas de felicidade.

Pois já disse um pensador: “...a verdadeira felicidade está em proporcionar felicidade aos outros...”(Baden Powel).